Na voz do próprio Carl Sagan, a percepção de que a Terra é um minúsculo ponto azul e o que isso significa. Um trecho do livro, lido pelo autor. Todo mundo tem a obrigação moral de passar adiante este vídeo, sábio e real. Um pouco de humildade é o que muita gente precisa.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Perspectivas de um Pálido Ponto Azul
Na voz do próprio Carl Sagan, a percepção de que a Terra é um minúsculo ponto azul e o que isso significa. Um trecho do livro, lido pelo autor. Todo mundo tem a obrigação moral de passar adiante este vídeo, sábio e real. Um pouco de humildade é o que muita gente precisa.
Postado por Manuel Nunes Pereira às 22:08 0 comentários
O que é BIOS ?

por Jeff Tyson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Um dos usos mais comuns da memória flash é o do sistema básico de entradas/saídas do computador, conhecido como memória BIOS (Basic Input/Output System) ou simplesmente BIOS. Em praticamente todos os computadores disponíveis, a BIOS assegura que todos os outros chips, discos rígidos, portas e CPU funcionem em conjunto.
Todo computador do tipo desktop e laptop de propósito geral contém um microprocessador como unidade central de processamento. O microprocessador é um componente de hardware. Para fazer seu trabalho, o microprocessador executa um conjunto de instruções conhecido como software (veja Como funcionam os microprocessadores para mais informações). Você provavelmente já está bem familiarizado com dois tipos de software diferentes:
- O sistema operacional - o sistema operacional fornece um conjunto de serviços para os aplicativos em execução em seu computador e também fornece a interface de usuário fundamental para seu computador. Windows e Linux são exemplos de sistemas operacionais (Veja Como funcionam os sistemas operacionais para mais informações);
- Os aplicativos - aplicativos são trechos de software programados para efetuar tarefas específicas. Agora mesmo você pode estar executando, além de um aplicativo de navegação (ou browser), um aplicativo de processamento de texto, um aplicativo de e-mail e assim por diante. Você também pode comprar novos aplicativos e instalá-los em seu computador.
Acontece que a memória BIOS é o terceiro tipo de software que seu computador precisa para operar com êxito. Neste artigo, você aprenderá tudo sobre a BIOS: o que ela faz, como configurá-la e o que fazer caso sua BIOS precise de atualização.
O software da BIOS tem diversos papéis diferentes, mas o mais importante é o carregamento do sistema operacional. Quando você liga seu computador e o microprocessador tenta executar sua primeira instrução, ele tem que obter essa instrução de algum lugar. Ele não pode obtê-la do sistema operacional porque esse sistema se localiza no disco rígido e o microprocessador não pode se comunicar com ele sem algumas instruções que digam como fazê-lo. A BIOS fornece essas instruções. Algumas das outras tarefas comuns que a BIOS executa incluem:- Um auto-teste durante a energização (POST - Power On-Self Test) para todos os diferentes componentes de hardware no sistema, para assegurar que tudo esteja funcionando corretamente;
- Ativação de outros chips da BIOS em diferentes cartões instalados no computador. Por exemplo, placas SCSI e de vídeo freqüentemente possuem seus próprios chips de BIOS;
- Fornecimento de um conjunto de rotinas de baixo nível que o sistema operacional usa para interfacear de diferentes dispositivos de hardware. São essas rotinas que dão à BIOS o seu nome. Elas administram coisas como o teclado, o monitor de vídeo, a porta serial e as portas paralelas, especialmente quando o computador está sendo inicializado;
- Gerenciamento de diversos parâmetros para os discos rígidos, relógio, etc.
A BIOS é um software especial que faz a interface dos principais componentes de hardware de seu computador com o sistema operacional. Ela geralmente é armazenada em um chip de memória flash na placa-mãe, mas algumas vezes o chip é de um outro tipo de ROM.
Quando você liga seu computador, a BIOS faz diversas coisas. Esta é a seqüência normal:
- Verifica a configuração (setup) da CMOS para os ajustes personalizados
- Carrega os manipuladores de interrupção e acionadores (drivers) de dispositivos
- Inicializa registradores e gerenciamento de energia
- Efetua o autoteste durante a energização (POST)
- Exibe as configurações do sistema
- Determina quais dispositivos são inicializáveis
- Começa a seqüência de inicialização (conhecida como bootstrap ou, de forma mais reduzida, como boot
A primeira coisa que a BIOS faz é verificar a informação armazenada em uma minúscula quantidade de RAM (64 bytes) localizada em um chip fabricado com a tecnologia CMOS (Complementary Metal Oxide Semicondutor). A Configuração da CMOS fornece informações detalhadas particulares para seu sistema e pode ser alterada de acordo as mudanças do sistema. A BIOS usa essas informações para modificar ou complementar sua programação padrão conforme necessário. Vamos falar mais sobre essas configurações daqui a pouco.Manipuladores de interrupção são pequenos trechos de software que atuam como tradutores entre os componentes do hardware e o sistema operacional. Por exemplo, quando você pressiona uma tecla, o evento associado ao sinal é enviado para o manipulador de interrupção do teclado, que informa à CPU do que se trata e o envia esse evento para o sistema operacional. Os drivers de dispositivos são outros trechos de software que identificam os componentes básicos do hardware como teclado, mouse, disco rígido e disco flexível. Como a BIOS está constantemente interceptando sinais de e para o hardware, ela geralmente é copiada (espelhada) na RAM para ser executada mais rapidamente.
Depois de verificar a configuração de CMOS e carregar os manipuladores de interrupção, a BIOS determina se a placa de vídeo está operacional. A maioria das placas de vídeo possui sua própria BIOS em miniatura que inicializa a memória e o processador gráfico de sua placa. Caso não o façam, geralmente há informações do driver de vídeo em outra ROM na placa-mãe, que a BIOS pode carregar.
Em seguida, a BIOS verifica se se trata de uma inicialização a frio (cold boot) ou de uma reinicialização (reboot). Ela faz isso verificando o valor no endereço de memória 0000:0472. Um valor 1234h indica uma reinicialização e a BIOS salta o restante do POST. Caso contrário, é considerada uma inicialização a frio.
A BIOS então exibe alguns detalhes sobre seu sistema. Isso inclui tipicamente informações a respeito do (a):
- Processador
- Unidades (drivers) de disco flexível e disco rígido
- Memória
- Versão e data da BIOS
- Monitor de vídeo
Quaisquer drivers especiais, como aqueles para adaptadores de SCSI (Small Computer System Interface) são carregados a partir do adaptador e a BIOS exibe essa informação. A BIOS então considera a seqüência de dispositivos de armazenamento identificada como dispositivos de inicialização na configuração de CMOS. "Boot" é outro nome para a inicialização, e é uma forma reduzida de "bootstrap", alça para ajudar a calçar uma bota. A relação se origina em um antigo ditado, "Lift yourself up by your bootstraps", algo que pode ser traduzido como "Levante-se por conta própria ". O boot se refere ao processo de carregamento do sistema operacional.
O BIOS tentará iniciar a seqüência de boot a partir do primeiro dispositivo. Se a BIOS não encontrar um dispositivo, tentará o próximo dispositivo na lista. Caso ela não encontre os arquivos apropriados no dispositivo, o processo de partida será interrompido. Se algum dia você esqueceu um disquete no drive quando reiniciou seu computador, provavelmente já viu essa mensagem.A BIOS tentou inicializar o computador a partir do disquete esquecido no drive. Como ela não encontrou os arquivos de sistema corretos, não pôde continuar. É claro, isso é fácil de resolver. Simplesmente retire o disquete e pressione uma tecla para continuar.
Fonte: http://eletronicos.hsw.uol.com.br/bios.htm
Postado por Manuel Nunes Pereira às 21:36 0 comentários
quarta-feira, 18 de julho de 2007
O que é Esteganografia ?
A esteganografia consiste em ocultar informação de tal forma que sua existência não seja percebida. Estegano, do grego "steganós", significa "oculto" ou "misterioso". Conseqüentemente, "esteganografia" é a escrita em cifra (código), com caracteres convencionais (letras e/ou números) ou especiais (símbolos), de textos. Trata-se de um ramo particular da criptologia que consiste em camuflar uma mensagem, mascarando a sua presença, mas que não torna a mensagem ininteligível.
Ao contrário da criptografia, a esteganografia não pode ser detectada. Arquivos como os de imagem e som possuem áreas de dados que não são usadas ou são pouco significativas. A esteganografia tira proveito disso, trocando essas áreas por informação útil.
Essa técnica não é nova. Relatos da Segunda Guerra Mundial informam que os espiões alemães utilizavam micropontos para fazer com que suas mensagens viajassem discretamente dentro de fotografias. Eram mensagens do tamanho de um ponto (.) que, uma vez as fotos ampliadas, apareciam codificadas para seus destinatários.
Atualmente os hackers e crackers também passaram a inovar nas formas de trocarem informações. Hoje, uma das técnicas mais utilizadas por eles é a esteganografia digital, utilizada para esconder informações em textos, imagens, sons e vídeos, de forma que as mesmas passem desapercebidas aos olhos humanos.
Como mencionado, a esteganografia é a técnica de esconder um arquivo dentro de outro, de forma criptografada. Por exemplo, colocar um texto criptografado dentro de um arquivo de imagem qualquer. Algumas formas de esteganografia são:Marcação de caracteres: utilização de uma tinta com composto diferente que ao ser colocada frente à luz faz com que os caracteres fiquem de forma diferente, compondo a mensagem secreta;
Tinta invisível: pode-se utilizar uma tinta invisível para a escrita da mensagem em cima de outra pré-existente, aonde, somente com produtos químicos poderíamos obter o conteúdo.
Bits não significativos: A moderna esteganografia (esteganografia digital) utiliza o uso de bits não significativos que são concatenados a mensagem original e faz uso também de área não usada.
Ao contrário da criptografia, que procura esconder a informação da mensagem, a esteganografia consiste em ocultar uma determinada informação, seja um arquivo de texto ou uma imagem, dentro de outro arquivo, de tal maneira que não será possível (de forma normal) perceber a existência dessa informação. Apenas o emissor e o destinatário da imagem "esteganografada" conseguem ver o texto, através do uso de um programa apropriado e de posse da chave usada nesse processo.
Assim, contrariamente à criptografia, que cifra as mensagens de modo a torná-las incompreensíveis, a esteganografia esconde as mensagens através de artifícios, por exemplo, imagens ou um texto que tenha sentido, mas que sirva apenas de suporte. A idéia é mesclar a mensagem numa outra e onde apenas determinadas palavras devem ser lidas para descobrir o texto camuflado.
Já a criptografia é uma técnica que consiste em codificar o conteúdo de uma informação. Neste caso, a informação é enxergada, mas não é possível compreender o seu conteúdo. Para isso, é necessário o uso de um programa específico para criptografia.
Existem duas formas básicas de criptografia: usando uma chave única ou usando uma chave pública e uma chave privada. Chave é uma seqüência de caracteres, símbolos e/ou letras, assim como uma senha. Quando nos referimos à chave única, significa dizer que a mesma chave usada para criptografar uma informação, será também usada na hora de descriptografá-la. Neste caso, torna-se necessário que as partes envolvidas combinem qual será a chave usada nesse processo.
A criptografia baseada em chave pública e chave privada é uma garantia de maior segurança e eficácia na medida em que não há a necessidade de um prévio acordo entre as partes. A chave pública, como o próprio nome diz, é feita para ser divulgada livremente. Esta é a chave que devemos usar para criptografar uma informação. A chave privada é mantida em segredo e usada para descriptografar a mensagem.
Por exemplo, um emissor "A" quer trocar informações criptografadas usando o método de chave pública e privada com o destinatário "B". Neste caso, "A" deve que codificar a informação usando a chave pública de "B" para que "B", após receber a informação, possa decodificá-la usando uma chave privada correspondente a sua chave pública.
A esteganografia atual consiste em ocultar informações dentro de arquivos de áudio, vídeo ou imagens e a informação é escondida nos bits menos significativos dos bytes do arquivo. Claro que a mensagem esteganografada só pode ser lida por quem saiba onde ela está e conheça o código para decifrá-la. Aparentemente o que parece uma sujeira ou um ruído no caso dos arquivos de áudio, na verdade, são informações ocultas.
A forma mais comum de esconder informações ainda é através de imagens. Arquivos digitais, de maneira geral, possuem áreas não utilizadas, ocupáveis por informação adicional. Uma imagem é formada por um conjunto de pixels de 8 bits cada um. O pixel é a unidade básica de programação de cor em um display de computador ou em um arquivo de imagem. A cor específica que um pixel descreve é uma mistura dos três componentes do espectro de cores – vermelho, verde e azul.A idéia é que, alterando-se o bit menos significativo não ocorrem mudanças perceptíveis na imagem. Assim é possível codificar em uma imagem uma seqüência de dígitos binários que contenha um texto usando apenas o bit menos significativo de cada componente (canal) da cor dos pixels.
Uma importante aplicação da esteganografia digital é como "marca d’água", mensagem oculta de direitos autorais usada juntamente com uma "impressão digital" do produto, número de série ou conjunto de caracteres que autentica uma cópia legítima. A falta da "impressão digital" aponta violação de direito autoral e a ausência da "marca d’água" comprova o fato.
Recentemente a empresa japonesa Fujitsu anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia capaz de incorporar dados numéricos de 12 dígitos em imagens impressas em cores, de forma totalmente invisível ao olho humano. Tecnicamente, trata-se de uma espécie de esteganografia e não das técnicas convencionais de incorporação de marcas d'água em imagens digitais.
Tal tecnologia torna possível a inclusão de dados, por exemplo, em anúncios de revistas, nos quais um código de identificação invisível poderá ser lido por telefones celulares ou computadores de mão. Esses códigos consistem de barras pretas e brancas ou pontos geometricamente alinhados que foram projetados para serem lidos por máquinas. Com essa nova tecnologia, os códigos de barra simplesmente "desaparecem" no meio das imagens e ilustrações, ficando invisíveis ao olho humano e os dados incorporados nas imagens podem ser lidos em alta velocidade.
As técnicas de esteganografia digital buscam a ocultação da informação ou, ao reverso, como neutralizar essa possibilidade. Muito do desenvolvimento da esteganografia digital aconteceu em função da necessidade de proteção da propriedade intelectual. Outras áreas de aplicação são a comunicação anônima, comércio eletrônico, sigilo dos sistemas de computação, detecção de informação oculta, urnas eleitorais digitais, privacidade & ocultação de informação e cifragem / decifragem.
Os dois métodos (criptografia e esteganografia) podem ser combinados para aumentar a segurança dos sistemas de informação. Por exemplo, pode-se criptografar uma mensagem e em seguida, utilizar a técnica de esteganografia, trocando-se os bits menos significativos de uma imagem digitalizada pelos bits da mensagem criptografada, e então transmitir a imagem. Se a imagem for interceptada, primeiro será necessário descobrir a mensagem oculta entre os bits da imagem, e, somente após isso, poderá ocorrer a tentativa de descriptografá-la.
Fonte: http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_esteganografia_digital.php
Postado por Manuel Nunes Pereira às 22:04 0 comentários
Microsoft planeja versão online do Windows
Segundo o site Computer Business Review Online, Steve Ballmer foi o porta-voz dessa novidade, anunciada na conferência Microsoft's Worldwide Partner Conference, que ocorreu em Denver, no Colorado. Segundo Ballmer, a Microsoft já se encaminha para um modelo de negócios baseado no binômio "software + serviços" e que o processo de transição duraria entre cinco e sete anos. O modelo teoricamente tornaria os usuários mais produtivos. A notícia foi destaque em diversos veículos como o site da eWeek.
Ainda segundo o CBR Online, apesar de não dizer diretamente, Ballmer deu a entender que o primeiro fruto dessa nova tendência estaria disponível ainda este ano, baseado na plataforma Windows Live, já em operação com o de mensagens Windows Live Messenger. "Estamos construindo uma infra-estrutura baseada em serviço. Não será baseada em servidores centrais, mas em um novo modelo de gerenciamento, de dispositivos, novas formas de armazenamento de dados e um modelo diferente de comunicação por redes", completa Ballmer. Pela descentralização, os usuários poderiam acessar seus dados e aplicativos de qualquer lugar, seja um PC, um telefone celular ou uma TV.Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI1760280-EI4801,00.html
Postado por Manuel Nunes Pereira às 21:57 0 comentários
Cookies da Google vão se auto-destruir em 2 anos
O Google, o maior site de buscas da internet, anunciou que seus cookies, pequenos arquivos que são guardados no computador quando um usuário visita um site, vão se auto-destruir depois de dois anos. Os cookies são usados por todos os mecanismos de busca na internet e pela maioria dos websites para salvar informações sobre o internauta, como o nome, a língua de preferência e o histórico de buscas.
Atualmente, os cookies do Google estão programados para serem deletados em 2039, mas, com a mudança, os arquivos vão passar a se auto-destruir se o usuário ficar dois anos sem visitar o site. Caso o internauta volte a usar um serviço Google, o prazo de validade dos cookies vai se estender por mais dois anos.
Privacidade
"Depois de ouvir a opinião dos usuários e dos defensores da privacidade na Internet, concluímos que seria bom diminuir significativamente a vida dos nossos cookies", disse Peter Fleischer, conselheiro de privacidade do Google. Segundo ele, a empresa teve que "encontrar uma maneira de fazê-lo sem artificialmente forçar os internautas a preencher suas preferências básicas em momentos determinados arbitrariamente".
O Google também frisou que todos os usuários podem apagar cookies manualmente e controlar quais cookies serão guardados em seus computadores. Há ainda ferramentas que permitem que o internauta escolha empresas que não poderão enviar cookies para seu computador.Este ano, o Google foi classificado como a única empresa "hostil" à privacidade em um relatório da Organização Não-Governamental Privacy International, que analisou vários sites pela forma como eles lidam com dados pessoais dos usuários.
Nos últimos meses, o Google anunciou uma série de medidas de privacidade para tranqüilizar os internautas. Uma delas foi tornar anônimas informações pessoais sobre usuários conseguidas através de suas buscas depois de 18 meses.
Fonte: http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec19905,0.htm
Postado por Manuel Nunes Pereira às 21:49 0 comentários
terça-feira, 17 de julho de 2007
Persistência de Dados com Hibernate
O Hibernate é uma ferramenta para o Mapeamento Objeto-Relacional escrito na linguagem Java, mas também é disponível em .Net como o nome NHibernate. Este programa facilita o mapeamento dos atributos entre uma base tradicional de dados relacionais e o modelo objeto de uma aplicação, mediante o uso de arquivos (XML) para estabelecer esta relação.O objetivo do Hibernate é diminuir a complexidade entre os programas Java, baseado no modelo orientado a objeto, que precisam trabalhar com um banco de dados do modelo relacional (presente na maioria dos SGDBs). Em especial, no desenvolvimento de consultas e atualizações dos dados.
Sua principal característica é a transformação das classes em Java para tabelas de dados (e dos tipos de dados Java para os da SQL). O Hibernate gera as chamadas SQL e libera o desenvolvedor do trabalho manual da conversão dos dados resultante, mantendo o programa portável para quaisquer bancos de dados SQL, porém causando um pequeno aumento no tempo de execução.
Nas questões relacionadas para o gerenciamento de transações e na tecnologia de acesso à base de dados são de responsabilidade de outros elementos na infrestrutura do programa. Apesar de existirem API no Hibernate para possuir operações de controle transacional, ele simplesmente delegará estas funções para a infrestrutura na qual foi instalada.
No caso de aplicações construídas para serem executadas em servidores de aplicação, o gerenciamento das transações é realizado segundo o padrão JTA. Ja nas aplicações standalone, o programa delega o tratamento transacional ao driver JDBC.
Hibernate pode ser utilizado em aplicações Java standalone ou em aplicações Java EE, utilizando servlet ou sessões EJB beans.
A Persistência de Dados consiste no armazenamento confiável e coerente das informações em um sistema de armazenamento de dados.
Na Orientação a Objetos, chama-se de "objetos persistentes" aqueles que permanecem existindo mesmo após o término da execução do programa. Associados à persistência estão o gerenciamento dinâmico da memória e o armazenamento de objetos em bases de dados. — Somente é possível "eternizar" um objeto quando este não possui "dados dinâmicos" (runtime), ou seja, dados que só fazem sentido no contexto do tempo em que estão executando, como sockets, por exemplo. Os objetos que possuem dados de tempo de execução, se congelados, após sua recuperação os dados que não fazem mais sentido no contexto do novo tempo são ignorados ou perdidos.
Como um programador Java, muito provavelmente, em algum momento haverá a necessidade de guardar e recuperar as informações dos objetos em algum local. Na maioria dos casos essas informações, tanto de objetos quanto de componentes, serão armazenados em um banco de dados relacional.
Para usar um banco de dados relacional com o intuito de manter os objetos armazenados, um programador poderia perder muito tempo no ajuste do modelo OO (Orientado a Objeto), para o modelo Relacional em tabelas. Esse processo pode ser demorado, pois depende de alguns fatores incluindo os seguintes:
- Quanto o esquema relacional está próximo do modelo OO;
- O esquema representa a aplicação;
- O esquema é padrão, ou seja, possui chaves primárias;
- Qual o grau de normalização se encontra o esquema;
- Quanto o esquema influência o modelo OO e a interface com o usuário( e vice versa);
Alguns puristas do paradigma orientado a objetos poderiam argumentar que a modelagem do domínio do negócio não deveria ser influenciado por detalhes de implementação tais como, onde o objeto deveria está armazenado se não estiver na memória. Por outro lado, um modelador de banco de dados poderia afirmar que o modelo de dados deveria perdurar a vida da aplicação por muito tempo e que o design do sistema deveria ser concentrado na eficiência de armazenamento e acesso aos dados.
Ambas as visões tem suas particularidades, mais quando pensamos no desenvolvimento de um sistema, devemos primar pela agilidade e produtividade. Dessa forma, uma excelente saída para esse conflito de idéias, é colocar em ação as melhores práticas dos modeladores de objetos e dos modeladores de banco de dados. Assim asseguramos um modelo bem definido do domínio do problema além de manter a integridade, reusabilidade, e um eficiente uso dos dados.
Object-relational mapping (ORM) é o nome dado para tecnologias, ferramentas e técnicas usadas para ligar os objetos aos banco de dados relacional. Isso significa que estaremos construindo uma camada extra para persistir os objetos no repositório, ou seja, criaremos uma camada de persistência. Este modelo nos possibilita criar mapeamentos dos objetos entidade para seus respectivos dados e relacionamentos nos banco de dados. Esta geração de ferramentas gera todo o SQL necessário para recuperar, armazenar, atualizar, deletar as informações para cada objeto mapeado.
O Hibernate é uma excelente ferramenta open source que possibilita essa forma de trabalho, ou seja, ele é uma ferramenta que possibilita a persistência transparente de objetos Java. Persistência transparente, dita anteriormente, quer dizer que os objetos não tem nenhum código que expõe a habilidade de ser persistido no repositório, ao contrário de como acontece com os Entity Beans.
No Hibernate, o mapeamento entre os objetos e as tabelas pode ser implementado através de arquivos XML, código Java ou via JSR-220 Persistence Annotation. O sucesso do Hibernate está centralizado na simplicidade, onde o coração de toda a interação entre o código e o banco de dados utiliza o Hibernate Session.
Abaixo segue um esquema de como o Hibernate trabalha.
O Hibernate Session incorpora o conceito de serviço(ou gerenciador de persistência – Persistence Manager) que pode ser usado para consultas e executar operações de inserção, atualização e remoção na instancia de uma classe mapeada pelo Hibernate. Em ferramentas do tipo ORM, executa-se todas essas interações na semântica orientada a objetos, ou seja, não se reportando as tabelas e colunas, mas sim a classes e propriedades dos objetos Java.
Como o Hibernate dá a possibilidade de conectar-se a vários banco de dados, é necessário fornecer as informações requeridas para conectar ao banco de dados, assim como cada classe deverá ser mapeada para cada banco de dados. Cada uma dessas configurações e mapeamento de classes serão compiladas e armazenadas pelo SessionFactory. O SessionFactory deverá ser instanciado apenas uma vez.
Cada SessionFactory é configurado para uma determinada plataforma de banco de dados através dos Hibernate dialects. O Hibernate possui uma imensa variedade de dialects, desde TimesTenDialect (Alguém por acaso conhece esse banco de dados?) até os mais tradicionais como PostgreSQLDialect e OracleDialect. Abaixo segue a arquitetura de dialects disponibilizados pela Hibernate. Cada dialect está disponível no pacote org.hibernate.dialect.
O Hibernate especifica como cada objeto será retornado ou armazenado no banco de dados através de um arquivo de configuração XML. Os mapeamentos são lidos ao iniciar a aplicação e armazenados em cache numa SessionFactory. Cada mapeamento especifica uma variedade de parâmetros referentes ao ciclo de vida das instâncias dos mapeamentos, tais como:
- Chave Primária
- Mapeamento dos campos dos objetos com seus respectivas colunas nas tabelas.
- Associações / Coleções
- Configurações sobre cache
- Chamadas a Store Procedores, filtros, consultas parametrizadas, entre outras.
Tendo o Hibernate iniciado sem problemas e com os objetos mapeados, devemos estar cientes dos estados de cada objeto instanciado. Há três estados possíveis para um objeto. O entendimento destes estados e as ações que os modificam, serão de muita importância quando se depararem com algum problema. Não entrarei mais a fundo sobre esse aspecto mas deixarei uma visão superior sobre os estados e as ações que os precedem com a figura seguinte:
- Transient : Objeto em memória porém não foi salvo ainda;
- Persistent : Objeto já salvo porém em cache no SessionFactory mas pode ser que ainda não esteja no banco de dados;
- Detached : Objeto já persistido no banco de dados;
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hibernate
http://www.devmedia.com.br/articles/viewcomp.asp?comp=4149
Postado por Manuel Nunes Pereira às 21:47 0 comentários
O que é Memória RAM ?
O oposto da memória RAM é a memória de acesso serial (SAM). A memória SAM armazena dados como uma série de células de memória que podem somente ser acessadas seqüencialmente (como uma fita cassete). Se o dado não está na localização atual, cada célula da memória é verificada até que os dados necessários sejam encontrados. A memória SAM funciona muito bem para buffers de memória, onde os dados são normalmente armazenados na ordem em que serão usados (um bom exemplo é a memória buffer de textura em uma placa de vídeo). Os dados RAM, por outro lado, podem ser acessados em qualquer ordem.
Semelhante a um microprocessador, um chip de memória é um circuito integrado (CI), feito de milhões de transistores e capacitores. Na forma mais comum de memória de computador, a memória de acesso aleatório dinâmico (DRAM), um transistor e um capacitor são unidos para criar uma célula de memória, que representa um único bit de dados. O capacitor mantém o bit de informação: um 0 ou um 1 (veja Como funcionam os bits e os bytes para mais informações sobre bits). O transistor age como uma chave que permite ao circuito de controle no chip de memória ler o capacitor ou mudar seu estado.
Um capacitor é como um pequeno balde capaz de armazenar elétrons. Para armazenar um 1 na célula de memória, o balde é preenchido com elétrons. Para armazenar um 0, ele é esvaziado. O problema com o balde do capacitor é que ele tem um vazamento. Em questão de poucos milésimos de segundos, um balde cheio fica vazio. Portanto, para a memória dinâmica funcionar, a CPU ou o controlador de memória tem de carregar todos os capacitores mantendo um 1 antes que eles descarreguem. Para isto, o controlador de memória lê a memória e então grava nela de volta. Esta operação de atualização (mais conhecida como refrescamento) acontece automaticamente, milhares de vezes por segundo.
O capacitor em uma célula de memória DRAM é como um balde furado. Ele precisa ser refrescado periodicamente ou descarregará para 0.O nome DRAM vem desta operação de refrescamento. A memória DRAM tem de ser refrescada de forma dinâmica, constantemente, ou perde o que está guardando. O aspecto negativo de todo esse refrescamento é que leva tempo e deixa a memória lenta.
As células de memória são gravadas em uma pastilha de silício em uma série de colunas (bitlines) e linhas (wordlines). O cruzamento de um bitline e um wordline constitui o endereço da célula de memória.
A memória DRAM funciona enviando uma carga através da coluna apropriada (CAS) para ativar o transistor de cada bit na coluna. Ao gravar, as linhas contêm o estado que o capacitor deve assumir. Ao ler, um amplificador de sinal, determina o nível de carga no capacitor. Se for maior que 50%, ele o lê como um 1, caso contrário, ele o lê como um 0. Um contador guarda a seqüência de refrescamento baseado na ordem na qual as linhas foram acessadas. A duração de tempo necessária para fazer tudo isso é tão curta que é expressada em nanosegundos (bilionésimos de um segundo). Um chip de memória de 70 ns leva 70 nanosegundos para ler e recarregar completamente cada célula.
As células de memória sozinhas seriam inúteis se não houvesse alguma maneira de obter e inserir informações nelas. As células de memória têm uma estrutura inteira de apoio composto por outros circuitos especializados. Esses circuitos realizam funções como:
- identificar cada linha e coluna (selecionar o endereço da linha e selecionar o endereço da coluna);
- manter atualizada a seqüência de refrescamento (contador);
- ler e rearmazenar o sinal de uma célula (amplificador de sinal);
- dizer a uma célula se deve levar uma carga ou não (habilitador de gravação);
Outras funções do controlador de memória abrangem uma série de tarefas como identificação do tipo, velocidade e quantidade de memória e a verificação de erros.
A RAM estática usa uma tecnologia totalmente diferente. Na RAM estática, uma forma de flip-flop contém cada bit de memória (veja Como funciona a lógica booleana para mais detalhes sobre flip-flops). Um flip-flop para uma célula de memória utiliza 4 ou 6 transistores mais alguns fios, mas nunca tem de ser refrescado. Isto torna a RAM estática significativamente mais rápida que a RAM dinâmica. Entretanto, como ela tem mais componentes, ocupa também muito mais espaço em um chip que uma célula de memória dinâmica. Portanto, você pode ter menos memória por chip, o que torna a RAM estática muito mais cara.
A RAM estática é rápida e cara, enquanto a DRAM é mais barata e mais lenta. A RAM estática é usada para se criar cache de velocidade compatível com a CPU, enquanto a DRAM se constitui no grande sistema de memória RAM.
Originalmente, os chips de memória nos computadores de mesa (desktops) usavam uma configuração de pinos chamada de encapsulamento em linha dupla (DIP - Dual Inline Packcage). Esta configuração de pinos podia ser soldada em orifícios na placa-mãe do computador ou encaixada a um soquete soldado à placa-mãe. Este método funcionou muito bem enquanto os computadores operavam com alguns megabytes ou menos de memória RAM. Mas como a necessidade de memória cresceu, o número de chips buscando espaço na placa-mãe aumentou.
A solução foi colocar os chips de memória, assim como todos os componentes de apoio, em uma placa de circuito impresso (PCB - Printed Circuit Board) separada, que pudesse ser encaixada a um conector especial (banco de memória) na placa-mãe. A maioria desses chips usa uma configuração de pinos do tipo SOJ (Small Outline J-lead), mas alguns poucos fabricantes também usam a configuração de TSOP (Thin Small Outline Package). A diferença-chave entre estes tipos de pinos mais recentes e a configuração DIP original é que os chips SOJ e TSOP são montados na superfície da PCB. Em outras palavras, os pinos são soldados diretamente na superfície da placa e não inseridos nos orifícios ou soquetes.
Em geral, os chips de memória estão disponíveis apenas como parte de uma placa chamada módulo. Você provavelmente já viu uma memória descrita como 8x32 ou 4x16. Estes números representam o número de chips multiplicado pela capacidade individual de cada chip, medida em megabits (Mb), ou um milhão de bits. Pegue o resultado e divida-o por 8 para chegar ao número de megabytes nesse módulo. Por exemplo, 4x32 significa que o módulo tem 4 chips de 32 megabits. Multiplique 4 por 32 e obterá 128 megabits. Já que sabemos que um byte tem 8 bits, precisamos dividir nosso resultado de 128 por 8. Nosso resultado é 16 megabytes.
Postado por Manuel Nunes Pereira às 21:15 0 comentários
segunda-feira, 16 de julho de 2007
Os Simpsons - Trailer legendado
Sinopse: "Os Simpsons", de Matt Groening, é o desenho animado de maior longevidade na história da TV nos Estados Unidos. Tem, ao todo, dezoito temporadas e mais de 383 episódios desde sua estréia em 17 de Dezembro de 1989. Surgiu inicialmente em 1987 como uma série de curtas de trinta segundos produzidos por Groening para a série de televisão “The Tracey Ullman Show.” A reação dos telespectadores foi tão positiva que "Os Simpsons" evoluiu para um programa, estreando como um especial de Natal de meia hora em 17 de dezembro de 1989, e depois como série regular em 14 de Janeiro de 1990. A série foi elogiada pela crítica e ganhou inúmeros prêmios, inclusive um prêmio Peabody, dezessete prêmios Emmy, doze prêmios Annie, três prêmios Genesis, sete prêmios International Monitor e quatro prêmios Environmental Media. Em 14 de janeiro de 2000, a série ganhou uma Estrela na Calçada da Fama em Hollywood. É visto em mais de cem países. Altamente satírico, o seriado critica a sociedade estadunidense como um todo. Tem como alvos principais a classe média e a mediocridade americana. O canal de TV a cabo FOX, principal veiculador do desenho, também é motivo das piadas da série. O nome da cidade em que se passa o desenho, Springfield, foi escolhido por ser um nome comum de cidades americanas - todo estado tem a sua - o que garante uma crítica ainda mais abrangente ao modo de vida americano. A autoridade, especialmente em mãos impróprias, é constante alvo da sátira ferina do desenho. Isto provavelmente explica a reação negativa do programa junto a movimentos conservadores. Esta reação foi mais forte nas primeiras temporadas de Simpsons. Praticamente todas as figuras autoritárias que aparecem no programa são retratadas de maneira ridícula. A direção do longa será de David Silverman, supervisor de animação da série e co-diretor de "Monstros S.A". Os produtores do filme são também os roteiristas, todos participarão do projeto, são eles: Matt Groening, Mike Reiss, Mike Scully, Al Jean, James L. Brooks, Ian Maxtone-Graham, George Meyer, David Mirkin, Mike Reiss, Matt Selman, John Swartzwelder. O ator Harry Shearer que faz as vozes de Ned Flanders, Sr. Burns, Reverendo Lovejoy, entre outros personagens do conhecido seriado, revelou que, no cinema, haverá mais palavrões que o normal. Os produtores querem fazer um filme mais pesado, mas a censura deverá ser para menores de idade.Fonte: http://www.cinemacomrapadura.com.br/
Postado por Manuel Nunes Pereira às 23:13 0 comentários
Voce conhece o BeleniX ?
O "The OpenSolaris LiveCD", como se denomina o BeleniX, está na versão 0.6.1, trazendo várias melhorias: atualizado para a compilação 67 do OpenSolaris, GIMP 2.2.16, entre outras melhorias mais técnicas.
Ele pode ser instalado também em um pendrive, para você ter um sistema portátil, com todas as suas aplicações e arquivos. Ao ser instalado no pendrive, ele passa a inicializar mais rápido do que a partir do CD, devido aos tempos de acesso mais baixo e maior taxa de transferência.
Página do projeto: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=home
Download da imagem ISO: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=download
Mais screenshots: http://www.genunix.org/distributions/belenix_site/?q=screenshots
Fonte: http://www.guiadohardware.net/noticias/2007-07/#469c0430
Postado por Manuel Nunes Pereira às 22:45 0 comentários
É possível rodar o Linux dentro do Windows ?
Rodar o Linux dentro do Windows. Um meio diferente de trazer familiaridade a quem quer conhecer o Linux mas não quer formatar o HD nem correr o risco de perder os dados, além de servir para aqueles que usam o Windows como sistema principal, poderem rodar os aplicativos Linux dentro do Windows.
Existem máquinas virtuais, como o VMware (que já tem versão gratuita ;), QEMU ou o próprio Microsoft Virtual PC. Mas surgiu uma idéia diferente, garantindo um desempenho em geral melhor do que rodar o sistema numa máquina virtual: rodar "nativamente" dentro do outro sistema, como se fosse "um programa" feito para o mesmo.
O Cooperative Linux se define como o primeiro método livre e open source ideal para rodar o Linux "nativamente" no Windows. Falando por cima, o CoLinux (como é chamado, abreviadamente) é um kernel Linux portado para rodar cooperativamente ao lado de outro sistema operacional, numa mesma máquina. Ele permite, por exemplo, rodar o Linux dentro do Windows 2000/XP, sem usar nenhuma solução comercial de softwares de virtualização, e nesse sentido acaba dando conta muito bem do recado, onde o objetivo não é simular um PC completo, mas sim rodar o outro sistema e os programas feitos para ele.Já saiu a versão 0.6.4, basicamente com correção de bugs da versão anterior. Aventure-se:
http://www.colinux.org
Na área dos downloads há o instalador (tradicional NNF, "Next > Next > Finish"), ferramentas para o sistema e também algumas imagens de disco prontas, com algumas distribuições de Linux já instaladas. Na página do projeto há várias informações sobre o mesmo.
Obs.: A opção de baixar uma imagem a partir do instalador não funcionou aqui nos meus testes. Você pode baixar a imagem de uma distro já instalada e otimizada manualmente, na página de download do projeto. Cuidado, pois os arquivos compactados são relativamente pequenos, mas depois de extraídos poderão ocupar 512 MB, 1 ou 2 GB, dependendo do sistema escolhido.
Dica: para testar logo depois de instalar, você pode rodar um Linux em modo texto rapidinho, dando o comando:
colinux-daemon kernel=vmlinux initrd=initrd.gz root=/dev/ram0
E terás à sua disposição um prompt de uma distro Linux minimalista. Experimente comandos como ls, passwd ou halt.
Para ver como instalar ou rodar outros sistemas, consulte o arquivo "colinux-daemon.txt", que ficará na pasta dele. Uma recomendação é instalá-lo na pasta "C:\coLinux", assim você não precisará modificar os caminhos nos arquivos de configuração. O método de chamar o sistema Linux é similar ao Bochs, criando um arquivo de configuração (texto puro) e então chamando o daemon passando o nome do arquivo como parâmetro.
Fonte: http://www.guiadohardware.net/noticias/2007-07/#469c0430
Postado por Manuel Nunes Pereira às 22:36 0 comentários
O que é Forense Digital ?
por Marcos Sêmola
Novas profissões e nichos de mercado surgem em função de novas necessidades, enquanto outras profissões simplesmente se renovam. Isso vem ocorrendo com os profissionais de perícia técnica, o que tem despertado enorme interesse dos jovens estudantes e também dos experientes profissionais de tecnologia da informação. Entretanto, antes de falar mais diretamente sobre Prática Forense é preciso entender o conceito e o contexto em que o termo se aplica.
Ciência Forense é uma área interdisciplinar que aplica um amplo espectro de ciências com o objetivo de dar suporte - respondendo perguntas - às investigações relativas ao sistema legal, mais precisamente ligadas à justiça civil e criminal. Entre seus desafios está a identificação do crime, o rastreamento das etapas que o precederam, a localização e preservação de evidências e a geração de documento de suporte legal.
Dentro do contexto eletrônico, a ciência chamada Forense Digital ou Computer Forensics, realiza inspeções sistemáticas em sistemas de computador e suas informações para evidenciar ou suportar a evidência de crime. Forense Digital requer conhecimento especializado passando pela simples coleta de dados e a preservação de provas.Estamos necessariamente falando de ambientes eletrônicos, redes de computadores, sistemas operacionais e aplicações que exigem do perito, além de conhecimento especializado, ferramentas que o auxiliem nas diferentes etapas da investigação, assim como o que ocorre com a perícia criminal tradicional, que lança mão de luvas, lupas, microscópios e demais aparatos para identificar trajetórias, digitais e outros elementos de investigação.
Alguns dos cenários comuns onde se aplica a prática forense digital são:
- Abuso da Internet por funcionários
- Acesso não autorizado a dados e informações sigilosas
- Dano a ativos
- Espionagem industrial
- Crime de fraude
- Roubo de identidade
- Investigação de Pedofilia
Em geral os trabalhos se iniciam com a identificação de acessos não autorizados, atividades proibidas ou reguladas, uso ilegal de sistemas e informações, e para isso, realizam inspeções em discos rígidos, mídias removíveis, bancos de dados e qualquer outra potencial fonte de informação pericial.
Podemos dividir as etapas da Forense Digital da seguinte forma:
- Identificação de fontes de informação e evidências
- Preservação da evidência/prova
- Análise da evidência/prova
- Documentação de atividades de descobertas e conclusões
O exercício desta prática precisa encontrar o equilíbrio entre a abordagem puramente técnica e a abordagem puramente legal, pois precisa estar aderente aos padrões de evidência reconhecidos pela lei usando a técnica como instrumento.
Muitas são as ferramentas utilizadas na prática forense digital, onde se destacam as seguintes categorias:
- Duplicadores de mídia
- Coletores de log
- Identificadores de configuração
- Rastreadores de dados e strings
- Copiadores de memória
- Duplicadores de sistema operacional
- Mapeadores de rota de conexão
- Extratores de inventário
- Recuperadores de dados
- Decriptadores ou decifradores de código
- Analisadores de esteganografia
- Testadores de sistema
O famoso detetive Sherlock Homes que nos perdoe, pois diante da criatividade dos criminosos e da necessidade de tantos aparatos, já não se consegue fazer praticamente nada com a velha dupla: cachimbo e lupa.Este tema tem consumido ultimamente boa parte das minhas horas de estudo e pesquisa, mais precisamente focadas nos campos de fraude eletrônica e contra-espionagem. É, sem dúvida, um nicho de grande potencial profissional, motivado pelo fértil momento em que os setores público e privado discutem os riscos da informação de forma integrada, colocando os aspectos legais e técnicos em igual condição de importância.
Fonte: http://idgnow.uol.com.br/seguranca/firewall/
Postado por Manuel Nunes Pereira às 22:17 0 comentários
domingo, 15 de julho de 2007
Podemos viajar no tempo ?

por Kevin Bonsor - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Pode ser que não haja nenhum outro conceito que atraia tanto a imaginação quanto a idéia de viagem no tempo - a capacidade de viajar para qualquer ponto no passado ou no futuro. O que poderia ser mais bacana? Você poderia embarcar na máquina do tempo para voltar e ver os maiores acontecimentos da história e conversar com as pessoas que estavam lá. Quem você poderia encontrar? Júlio César? Leonardo da Vinci? Elvis Presley? Seria possível voltar e encontrar com você mesmo mais jovem, ou avançar e ver qual a sua aparência no futuro... São estas possibilidades que fazem da viagem no tempo o tema de tantos livros e filmes de ficção científica.
Acontece que, de algum modo, somos todos viajantes do tempo. Enquanto estamos na frente do computador, dando cliques no mouse, o tempo está se transformando. O futuro está sendo constantemente transformado em passado, com o presente durando apenas um instante fugaz. Tudo o que está sendo feito agora rapidamente vai para o passado, o que significa que continuamos a nos deslocar no tempo.
As idéias sobre viagens no tempo existem há séculos, mas quando Albert Einstein lançou a sua teoria da relatividade especial, ele estabeleceu os fundamentos da possibilidade teórica de viajar no tempo. Como todos nós sabemos, ninguém conseguiu provar uma viagem no tempo, mas ninguém conseguiu excluir sua possibilidade, também.
O tempo é definido como a quarta dimensão do nosso universo. As outras três dimensões são espaciais: norte-sul, leste-oeste, acima-abaixo. O tempo não pode existir sem o espaço e, da mesma forma, o espaço não pode existir sem o tempo. Esta relação íntima entre o tempo e o espaço é chamada de contínuo espaço-tempo, que significa que todo evento que acontece no universo envolve tanto o espaço como o tempo.
De acordo com a teoria da relatividade especial de Einstein, o tempo desacelera à medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz. Isto leva muitos cientistas a acreditar que viajar mais rápido do que a velocidade da luz poderia abrir a possibilidade de viajar no tempo, tanto para o passado quanto para o futuro. O problema é que se acredita que a velocidade da luz seja a velocidade mais alta em que algo pode viajar, então é improvável que consigamos viajar ao passado. À medida que um objeto se aproxima da velocidade da luz, sua massa relativística (site em inglês) aumenta e se torna infinita ao atingir aquela velocidade. Acelerar uma massa infinita mais rápido do que isto é impossível, pelo menos até agora.
Enquanto os escritores tiveram grandes idéias de máquinas do tempo ao longo dos anos, ainda não foi construída nenhuma no mundo real. A maioria das teorias de viagem no tempo não se apóia em máquina alguma. Em vez disso, a viagem no tempo será feita, provavelmente, por meio de fenômenos espaciais que nos transportarão instantaneamente de um ponto no tempo para outro. Estes fenômenos, que ainda nem existem, com certeza serão:- buracos negros rotativos
- buracos de minhoca
- supercordas
Quando as estrelas que têm mais de quatro vezes a massa do sol chegam ao fim da vida e já queimaram todo seu combustível, elas entram em colapso sob a pressão de seu próprio peso. Esta implosão cria "buracos negros" que têm campos gravitacionais tão intensos que nem a luz consegue escapar deles. Qualquer coisa que entre em contato com o horizonte do evento do buraco negro será engolido. O horizonte do evento é a entrada de um buraco negro, da qual nada pode escapar.
Você pode imaginar a forma de um buraco negro pensando em algo parecido com uma casquinha de sorvete. Ele é largo na parte de cima e termina num ponto, chamado de singularidade. Na singularidade, as leis da física deixam de existir e toda matéria é esmagada até ficar irreconhecível. Este tipo de buraco negro não-rotativo é chamado de buraco negro de Schwarzschild, em homenagem ao astrônomo alemão Karl Schwarzschild.
Outro tipo de buraco negro, chamado de buraco de Kerr, também é teoricamente possível. Os buracos de Kerr são buracos negros rotativos que poderiam ser usados como portais para viajar no tempo ou para viajar a universos paralelos. Em 1963, o matemático neozelandês Roy Kerr propôs a primeira teoria realista para um buraco negro rotativo. Nesta teoria, as estrelas que estão morrendo colapsariam num anel de nêutrons rotativo que produziria força centrífuga suficiente para impedir a formação de uma singularidade. Já que o buraco negro não teria uma singularidade, Kerr acreditava que seria seguro adentrá-lo sem ser esmagado pela força gravitacional infinita de seu centro.
Se os buracos de Kerr existirem, talvez seja possível atravessá-los e sair num buraco "branco". Um buraco branco teria função inversa à do buraco negro. Portanto, em vez de atrair tudo para dentro de sua força gravitacional, ele usaria algum tipo de matéria exótica com energia negativa para empurrar tudo para fora e para longe de si. Estes buracos brancos seriam a nossa maneira de entrar em outras épocas ou em outros mundos.
Dado o pouco que sabemos sobre os buracos negros, talvez os buracos de Kerr possam existir. No entanto, o físico Kip Thorne, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, acredita que as leis da física impedem sua formação. Ele diz que não há como entrar e sair de um buraco negro e que qualquer coisa que tente entrar lá será engolida e destruída antes mesmo de chegar à singularidade.

Thorne acredita que possa existir no universo um outro tipo de estrutura, em forma de túnel, que poderia ser usada como um portal para viagens no tempo. Considera-se que os buracos de minhoca, também chamados de pontes de Einstein-Rosen, tenham o maior potencial para viagens no tempo, se eles de fato existirem. Eles poderiam não só permitir viagens no tempo como também viajar para muitos anos-luz da Terra em apenas uma fração da quantidade de tempo que seria necessária com os métodos convencionais de viagens espaciais.
Os buracos de minhoca são considerados possíveis com base na teoria da relatividade de Einstein, que diz que toda massa recurva o espaço-tempo. Para entender esta curvatura, pense em duas pessoas segurando e esticando bem um lençol. Se uma pessoa colocasse uma bola de beisebol sobre o lençol, com o peso a bola rolaria para o meio do lençol, fazendo com que ele se curvasse naquele ponto. Agora, se uma bola de gude fosse colocada na beira do mesmo lençol ela viajaria na direção da bola de beisebol por causa da curva.
o espaço é visualizado como um plano bidimensional, em vez das quatro dimensões que na verdade constituem o espaço-tempo. Imagine que este lençol esteja dobrado, deixando um espaço entre as partes de cima e de baixo. Colocar a bola de beisebol no lado de cima fará com que uma curvatura se forme. Se uma massa igual fosse colocada na parte de baixo do lençol, num ponto correspondente ao ocupado pela bola de beisebol na parte de cima, eventualmente a segunda massa encontraria a bola de beisebol. É mais ou menos assim que os buracos de minhoca podem ser formar.
No espaço, as massas que fazem pressão em diferentes partes do universo poderiam eventualmente formar um túnel, isto é, um buraco de minhoca. Poderíamos viajar da Terra para outra galáxia e voltar relativamente rápido. Por exemplo, vamos imaginar um roteiro em que quiséssemos viajar para sírio, uma estrela vista na constelação do Cão Maior logo abaixo de órion. Sírio está a cerca de 9 anos-luz da Terra, o que equivale a aproximadamente 90 trilhões de quilômetros. Obviamente, esta distância seria muito grande para que os viajantes espaciais a percorressem e voltassem a tempo de nos contar o que eles viram por lá. Até agora, o mais distante que as pessoas já viajaram no espaço foi até a Lua, que está a cerca de 400 mil km da Terra. Se pudéssemos encontrar um buraco de minhoca que nos conectasse no espaço ao redor de sírio, poderíamos poupar um tempo considerável, evitando os trilhões de quilômetros que teríamos de percorrer com a viagem espacial tradicional.
Como tudo isso se relaciona com a viagem no tempo? Conforme discutimos anteriormente, a teoria da relatividade diz que, à medida que a velocidade de um objeto se aproxima da velocidade da luz, o tempo desacelera. Os cientistas descobriram que mesmo na velocidade de uma nave espacial, os astronautas podem viajar alguns nanosegundos para o futuro. Para entender isto, imagine duas pessoas, um indivíduo A e um indivíduo B. O indivíduo A fica na Terra, enquanto o indivíduo B decola num foguete espacial. Na decolagem, seus relógios estão em perfeita sincronia. Quanto mais próximo da velocidade da luz viajar o foguete do indivíduo B, mais devagar passará o tempo para ele (em relação ao indivíduo A). Se o indivíduo B viajar durante poucas horas a 50% da velocidade da luz e retornar à Terra, ficará óbvio para ambos que o indivíduo A envelheceu bem mais rápido do que o indivíduo B. Esta diferença no envelhecimento se dá porque o tempo passou muito mais rápido para o indivíduo A do que para o indivíduo B, que estava viajando mais próximo da velocidade da luz. Muitos anos podem ter se passado para o indivíduo A, enquanto o indivíduo B experimentou um lapso de tempo de poucas horas. Aprenda mais sobre este paradoxo dos gêmeos em Como funciona a relatividade especial.
Se os buracos de minhoca puderem ser descobertos, isto talvez permita que viajemos tanto para o passado como para o futuro. Funcionaria assim: digamos que a extremidade do buraco de minhoca seja portátil. Assim, o indivíduo B do exemplo anterior, que viajou no espaço durante poucas horas a 50% da velocidade da luz, poderia levar uma extremidade de buraco de minhoca para o espaço, enquanto a extremidade oposta permaneceria na Terra com o indivíduo A. As duas pessoas continuariam a se ver enquanto o indivíduo B viaja no espaço. Quando o indivíduo B voltasse à Terra, poucas horas depois, para o indivíduo A alguns anos poderiam ter se passado. Agora, quando o indivíduo A olha através do buraco de minhoca que viaja no espaço, ele vai se perceber numa idade mais nova, a idade que ele tinha quando o indivíduo B foi lançado ao espaço. O bacana disso é que, ao entrar no buraco de minhoca, o indivíduo mais velho A poderia entrar no passado, enquanto o indivíduo mais jovem B poderia entrar no futuro.

Uma outra teoria sobre como poderíamos viajar para frente e para trás no tempo usa a idéia das supercordas, proposta pelo físico da Universidade de Princeton J. Richard Gott em 1991. São, como seu nome sugere, objetos em forma de corda que alguns cientistas acreditam terem se formado nos estágios iniciais do universo. Estas cordas podem cobrir toda a extensão do universo e estão sob imensa pressão: milhões e milhões de toneladas.
Estas supercordas, que são mais finas do que um átomo, gerariam uma enorme quantidade de força gravitacional sobre quaisquer objetos que passassem perto delas. Os objetos presos a uma supercorda poderiam viajar a velocidades incríveis e, já que a força gravitacional delas distorcem o espaço-tempo, poderiam ser usadas em viagens no tempo. Aproximando duas supercordas, ou uma supercorda e um buraco negro, talvez fosse possível deformar o espaço-tempo o suficiente para criar curvas de tempo próximas.
Uma nave espacial poderia se transformar numa máquina do tempo usando a gravidade produzida pelas duas supercordas (ou por uma supercorda e um buraco negro) para se lançar ao passado. Para isso, ela faria um trajeto circular, em forma de laço, em torno das supercordas. No entanto, ainda há muita especulação sobre se estas cordas existem e, em caso afirmativo, qual forma teriam. O próprio Gott disse que, para voltar apenas um ano no tempo, seria preciso um laço de corda que contivesse metade da massa-energia de uma galáxia inteira. E, como com qualquer máquina do tempo, você não poderia voltar mais longe do que o ponto em que a máquina do tempo foi criada.
Se algum dia pudermos desenvolver uma teoria realizável para viajar no tempo, abriríamos uma caixa de Pandora de problemas muito complicados chamados de paradoxos. Um paradoxo é definido como algo que se contradiz. Aqui estão dois exemplos comuns:
- Digamos que você pudesse voltar a um tempo anterior ao seu nascimento. O simples fato de você poder existir num tempo antes de você ter nascido cria um paradoxo. Se você nasceu em 1960, como poderia existir em 1955?
- Talvez o paradoxo mais famoso seja o paradoxo do avô. O que aconteceria se um viajante do tempo voltasse e matasse um de seus ancestrais antes de seu próprio nascimento? Se a pessoa matou seu avô, como ela poderia estar viva para voltar e matá-lo? Se pudéssemos mudar o passado, isto criaria um número infinito de paradoxos.
A idéia aqui é que toda ação causa a criação de um novo universo e que existe um número infinito de universos. Ao matar o seu ancestral, você criou um novo universo, um universo idêntico ao seu até o tempo em que você alterou a sucessão original de eventos.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/viagem-no-tempo1.htmPostado por Manuel Nunes Pereira às 16:35 0 comentários
Voce conhece a Declaração de Independência do Ciberespaço ?
Nos primeiros tempos da Internet, havia um sentimento de que ela nos dava a liberdade de fazer as coisas independentemente dos governos e da legislação do país. De fato, em fevereiro de 1996, John Perry Barlow, um ativista de Internet, publicou a “Declaração de Independência do Ciberespaço”, na qual instava os governos a manterem-se afastados da rede, declarando: “O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras.”DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DO CIBERESPAÇO
Por John Perry Barlow
Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.
Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.
Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.
Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.
Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.
Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.
A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.
Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo.
Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.
Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.
Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.
Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.
Davos, Suíça, 8 de fevereiro de 1996.
Postado por Manuel Nunes Pereira às 15:51 0 comentários




